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participação social - Universo Educom https://universoeducom.org Hub digital de Educomunicação Mon, 12 Aug 2024 15:54:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://i0.wp.com/universoeducom.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-Logo-Universo-Educom-destaque-portal-low.png?fit=32%2C32&ssl=1 participação social - Universo Educom https://universoeducom.org 32 32 124162591 Edição bilíngue da Revista Viração discute participação cidadã das juventudes https://universoeducom.org/edicao-bilingue-da-revista-viracao-discute-participacao-cidada-das-juventudes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=edicao-bilingue-da-revista-viracao-discute-participacao-cidada-das-juventudes Sun, 11 Aug 2024 18:05:10 +0000 https://universoeducom.org/?p=3267 Já está disponível para visualização online a mais recente edição da Revista Viração, com matéria de capa destacando as diversas formas de participação social de adolescentes e jovens. Com 40 páginas, a revista reservou metade de suas páginas para publicação do conteúdo em língua portuguesa e a outra metade em idioma espanhol, ampliando as possibilidades […]

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Já está disponível para visualização online a mais recente edição da Revista Viração, com matéria de capa destacando as diversas formas de participação social de adolescentes e jovens. Com 40 páginas, a revista reservou metade de suas páginas para publicação do conteúdo em língua portuguesa e a outra metade em idioma espanhol, ampliando as possibilidades de inclusão das juventudes latino-americanas. A edição foi produzida em cooperação com o Unicef, no âmbito do Projeto Políticas Públicas em linha direta com adolescentes e jovens via U-Report Brasil.

As juventudes também são diversas e complexas e refletem diferentes realidades. Reconhecer e valorizar essa diversidade é fundamental para garantir que todos os jovens tenham acesso equitativo a oportunidades e ao desenvolvimento, independentemente de sua oriegem, etnia ou contexto socioeconômico”, Editorial da Edicação da Revista Viração.

Destaques da Edição

Listamos a seguir, os 10 principais conteúdos que você encontra nesta edição da revista!

🤖 1. A Proposta do U-Report
Entenda os objetivos dessa iniciativa do Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência.

💬 2. Enquete sobre desafios das Juventudes
O Secretário Nacional das Juventudes, Ronald Sorriso, o então presidente do Conjuve – Conselho Nacional da Juventude do Brasil, a Tati Pereira, Secretária Estadual de Juventude do Maranhão e o Pedro Ribeiro, Superintendente Estadual de Juventude de Pernambuco participam da seção “Manda Vê”, expondo suas opiniões sobre quais são os prinicipais desafios das juventudes brasileiras na atualidade.

🚍 3. Crônica da vida real
A escrita literária ganha vida com um belo texto de jovens voluntários(as) do U-Report, que retratam suas observações acerca das diversidades juvenis vividas em situações do cotidiano, como a entrega de currículo, a espera no ponto ônibus, o cansaço pelo acúmulo das atividaes de trabalhar, cuidar da casa, estudar… Vale cada parágrafo para refletir sobre as juventudes da vida real.

📢 4. Matéria de Capa | Juventudes e participação cidadã
 reportagem contextualiza o cenário da participação política de jovens no Brasil (a partir do que diz o Estatuto da Juventude e das legislações que possibilitam a candidatura e o direito ao voto), cita a importância da educação para promover maior participação e interesse pela política, como os espaços comunitários são potentes para a expressão cidadã dos(as) jovens, bem como os NUCAS – Núcleos de Cidadania de Adolescentes têm se consolidado como ricos espaços de participação social.

📝 5. Relato de experiência na Conferência Nacional de Juventude
Jovens do U-Report que participaram do evento, falam sobre a importância desse espaço de discussão de políticas públicas; seção ainda tem QR code que dá acesso à íntegra dos resultados e das propostas aprovadas. Inclusive, aproveitamos para mostrar algumas fotos do Ricardo Stuckert na Conferência:

✊🏿 6. Direitos das juventudes migrantes
Voluntários(as) do U-Report, que são migrantes, relatam como a Conferência Nacional de Juventude os acolheu e ainda proporcionou espaços de expressar suas opiniões citando, inclusive, a aprovação de uma moção para a criação de uma Secretaria Nacional de Migrações, Refugiados(as) e Apátridas, para coordenar e fortalecer políticas de inclusão desta população.

🎤 7. Galera Repórter | Juventudes na luta por justiça climática
Jovens do U-Report entrevistam três importantes lideranças juvenis que têm um reconhecido e incrível trabalho pautando as mudanças climáticos em diversos espaços de participação social e política; são eles(as): Thais Brianezi, Amanda Costa e Gabs Razo.

💡 8. Como se faz
Revista mostra o passo a passo de como criar um projeto de lei de iniciativa popular.

🎬 9. No Escurinho | Documentário Praça de Guerra
Seção indica filme paraibano e discute como essa obra fala às juventudes brasileiras nos dias atuais. Assista ao filme no player abaixo:

📖 10. Mega pôster com os robozinhos do chatbot do U-Report!
O centro da publicação, que divide os conteúdos em língua portuguesa e em língua espanhola traz os mais simpáticos robôs que ajudam as juventudes  a soltarem suas vozes sobre os mais diversos temas de interessa da galaera!

Conheça o U-Report

O U-Report é um programa global desenvolvido pelo escritório de inovação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) que usa as redes sociais para promover a participação cidadã de adolescentes e jovens em todo o mundo.

Através de enquetes realizadas por meio de um chatbot, robô programado para interagir no Whatsapp, Telegram e Facebook, adolescentes e jovens podem opinar sobre diferentes assuntos e acessar recursos educativos sobre temas relacionados aos direitos das juventudes.

 

Leia outra edição da Revista Viração!

Recentemente, publicamos aqui no portal 🚀👨🏿‍🚀 Universo Educom, uma matéria sobre o lançamento de edição especial da Revista Viração que fala sobre saúde sexual das juventudes. Clique aqui para acessar!

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10° Encontro Brasileiro de Educomunicação pauta políticas públicas e participação cidadã https://universoeducom.org/10-encontro-brasileiro-de-educomunicacao-pauta-politicas-publicas-e-participacao-cidada/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=10-encontro-brasileiro-de-educomunicacao-pauta-politicas-publicas-e-participacao-cidada Sun, 21 Jul 2024 14:05:54 +0000 https://universoeducom.org/?p=3070 A ABPEducom – Associação Brasileira de Pesquisadores(as) e Profissionais em Educomunicação já está com as inscrições abertas para a 10ª edição de seu Encontro Brasileiro de Educomunicação, inclusive com opção de “valor social” e condições especiais para associados(as) e estudantes. Neste ano, o evento acontecerá em Brasília (DF), sede dos poderes Legislativo (Câmara Federal e […]

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A ABPEducom – Associação Brasileira de Pesquisadores(as) e Profissionais em Educomunicação já está com as inscrições abertas para a 10ª edição de seu Encontro Brasileiro de Educomunicação, inclusive com opção de “valor social” e condições especiais para associados(as) e estudantes. Neste ano, o evento acontecerá em Brasília (DF), sede dos poderes Legislativo (Câmara Federal e Senado), Executivo (Palácio do Planalto) e Judiciário (Supremo Tribunal Federal), o que dialoga de forma extremamente íntima com o tema do encontro, “Educomunicação e políticas públicas: a urgência da participação social para a cidadania”.

Imagem aérea de Brasília. Foto: Reprodução TV Brasil/ Brasil Visto de Cima.

 

Prática de educomunicação no Brasil é forte graças ao trabalho de entidades sociais e universidades

A Educomunicação sempre encontrou diversos desafios para a sua consolidação enquanto política pública no Brasil. Atualmente, podemos afirmar que a prática educomunicativa se difunde, sobretudo, a partir da experiência de organizações da sociedade civil que atuam no campo dos direitos da criança e do adolescente, das juventudes, do direito à comunicação, e da educação ambiental; há de se destacar também o importante papel de  universidades, que desenvolvem projetos de extensão, grupos de pesquisa e mantém núcleos que desenvolvem projetos educomunicativos.

Viração Educomunicação é um exemplo nacional de organização mais atuante neste campo. | Imagem: Reprodução/ Facebook Viração Educomunicação.

 

Quando o assunto é a implementação da educomunicação por força de decretos ou de legislações municipais e estaduais, podemos classificar essa prática como raridade. Os exemplos de iniciativas como as existentes nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Andirá (PR) e Cubatão (SP), por exemplo, são raridades. Apesar de extremamente relevantes, são muito pontuais, se considerarmos a partir da ótica quantitativa e de números absolutos em relação à numerosa quantidade de municípios brasileiros.

Pautar políticas públicas que fortaleçam a participação cidadã e a prática da educomunicação não poderia ser mais oportuno para um momento tão especial para a 10ª  edição do evento.

Manifesto das juventudes durante a 13ª Bienal da UNE. Foto: Reprodução/ Flickr do Levante Popular da Juventude.

Quem tem medo de políticas públicas de Comunicação e Educação?

Os entraves de promoção de uma educação libertadora e libertária, bem como de uma comunicação que seja, de fato, democrática, podem ser vistos como absolutamente perigosos para grupos que não desejam que crianças, adolescentes e jovens se tornem cidadãos críticos, leitores(as) de mundo e de mídias. Não é à toa, por exemplo, que têm surgido na última década, movimentos assustadores como o de implementação de escolas cívico-militares, tentativas de exclusão das disciplinas de Filosofia e Sociologia do currículo obrigatório, bem como o apelo pelo homeschooling (ensino domiciliar). Fomentar políticas públicas de comunicação e educação, portanto, é fundamental para a emancipação e formação de cidadãos mais conscientes, críticos e preparados para agir num mundo de profundas desigualdades sociais e econômicas, em que os veículos de comunicação de massa ainda exercem forte influência na formação da opinião pública.

Homenagem ao autor de “O Povo Brasileiro”

O evento também presta homenagem a Darcy Ribeiro, considerado uma das mentes que interpretou o Brasil, fundador da Universidade de Brasília (UnB), além de ter sido pioneiro no campo da mobilização social e política para a criação e desenvolvimento de políticas públicas transversais entre a Educação e a Comunicação, com olhar especial para o audiovisual (cinema, televisão e vídeo). Nasceu em Montes Claros (MG), em 1922 e morreu em Brasília (DF), em 1997. Foi antropólogo, romancista e político brasileiro.

Darcy Ribeiro foi um importante pensador sobre o contexto violento de formação do povo brasileiro, a partir da invasão dos territórios dos povos indígenas, tráfico e exploração de pessoas escravizadas e ação truculenta de colonizadores(as). Foto: Arquivo/ Fundação Darcy Ribeiro.

Clique no banner acima para inscrição e mais informações. 

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Assembleia Ampliada do CEFURIA reoxigena luta e organização popular no Paraná https://universoeducom.org/assembleia-ampliada-do-cefuria-reoxigena-luta-e-organizacao-popular-no-parana/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=assembleia-ampliada-do-cefuria-reoxigena-luta-e-organizacao-popular-no-parana Sun, 05 Feb 2023 16:29:54 +0000 http://universoeducom.org/?p=2440 O CEFURIA – Centro de Formação Urbano-Rural Irmã Araújo realizou sua Assembleia Geral no último sábado (04/02), de forma ampliada e celebrativa. Ao invés de uma reunião restrita aos seus associados(as), a entidade mobilizou representantes de inúmeras entidades, movimentos sociais, coletivos, mídias livres, estudantes, educadores(as), trabalhadores(as) e empreendedores(as) sociais para um diálogo com o Secretário […]

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O CEFURIA – Centro de Formação Urbano-Rural Irmã Araújo realizou sua Assembleia Geral no último sábado (04/02), de forma ampliada e celebrativa. Ao invés de uma reunião restrita aos seus associados(as), a entidade mobilizou representantes de inúmeras entidades, movimentos sociais, coletivos, mídias livres, estudantes, educadores(as), trabalhadores(as) e empreendedores(as) sociais para um diálogo com o Secretário de Economia Solidária do Ministério do Trabalho, Gilberto Carvalho. O encontro aconteceu no Auditório da APP – Sindicato dos Trabalhadores(as) da Educação Pública do Paraná.

Na ocasião, o convidado especial fez um breve e importante resgate histórico do nascimento do CEFURIA, do contexto que o Brasil atravessava no final dos anos 80 e destacou a missão e “objetivo de ser” do Centro de Formação.

O CEFURIA nasce com a intenção de qualificar os grupos de populares e atuar na sua formação contínua, em política, cidadania e educação popular”. Gilberto Carvalho, cofundador do CEFURIA.

O tema da assembleia foi “Sem participação popular não há democracia”. Gilberto também fez importantes alertas, sobretudo em relação aos movimentos populares estarem vigilantes, atuantes e cobrarem sistematicamente o Governo Federal por mudanças e melhorias na qualidade de vida do povo brasileiro nos mais diversos aspectos e segmentos.

Foto: Divulgação/ Mandato Professora Josete.

A economia solidária não é uma moda. Ela veio pra ficar. Ela insere pessoas no mercado de trabalho e reforça a consciência da necessidade de organização popular coletiva. Ela ajuda a pensar num novo modo de vida, de produção, de distribuição e de consumo também. E isso tem que acontecer em rede, em parcerias em união”. Gilberto Carvalho, Secretário de Economia Solidária do Ministério do Trabalho.

No evento, dezenas de pessoas puderam fazer suas falas, destacando a participação popular nas mais diferentes frentes como:

✏ 1. Educação para a cidadania nas escolas públicas, a partir de políticas públicas do Ministério da Educação;

✊🏿 2. Inserção das juventudes na economia solidária, como proposta de modelo alternativo à exaltação tão somente das disciplinas de empreendedorismo e educação financeira em escolas públicas;

🤜🏻🤛🏿 3. Promoção da intersecção das pautas e lutas populares, de modo que as discussões de promoção dos direitos humanos seja feita com amplos grupos representativos;

📌 4. Fortalecimento e continuidade dos comitês de luta e brigadas digitais, como meio de resistir e enfrentar a desinformação, as notícias falsas e promover um debate político saudável, coerente e pautado na verdade;

🚩 5. Reconstrução do que foi desmontado em termos de políticas sindicais, que fragilizaram a organização e luta pelos direitos dos(as) trabalhadores(as) de todas as categorias;

📣 6. Promoção da organização popular (de modo que não se desmobilizem com a chegada do presidente Lula à presidência), bem como à formação popular em comunicação, de modo que utilizem as mais diferentes mídias para comunicar sobre as suas pautas, demandas e gerar a reflexão sobre as diferentes causas sociais;

🔎 7. Monitoramento, fiscalização, contribuições e pressão pela execução da Política Estadual de Produção Agroecológica do Paraná;

📚 8. Incidência política para que as ações previstas no Relatório da Comissão Estadual da Verdade Teresa Urban, que discute e denuncia as violências sofridas por diferentes pessoas, instituições e grupos no período da Ditadura Militar no Paraná, sejam acompanhadas, executadas e jamais esquecidas, de modo que nada parecido torne a acontecer no futuro;

🏛 9. Aproximação dos movimentos populares com as práticas das universidades, de modo a construir cenários coletivos de desenvolvimento social;

💬 10. Fortalecimento do diálogo com os(as) professores(as) que estão lidando diariamente com crianças, adolescentes e jovens e, muitas vezes, acabam não sendo consultados(as) nas estratégias de promoção da cidadania e da educação popular.

Na ocasião, o portal Universo Educom também se inscreveu para fazer contribuições, como outros(as) atores sociais fizeram e tiveram suas pautas citadas na lista acima. Levantamos o fortalecimento e a ampliação dos direito à participação social de crianças e adolescentes, provocando sobre a importância de investir em ações, projetos, estratégias e programas voltados a incentivar a reflexão e a ação desses grupos etários desde cedo, inserindo-os, inclusive, em espaços de discussão e deliberação acerca de políticas públicas que afetem as suas vidas.

O evento contou ainda com uma linda mística de abertura, em que diversas cenas representaram a vitória da democracia sobre o fascismo, a fome, a miséria e a destruição dos aparatos de cultura e direitos humanos. Houve falas das coordenações do CEFURIA e da APP Sindicato, entrada de bandeiras dos mais diversos movimentos populares e organizações, ciranda com todos(as) os(as) participantes do evento, almoço comunitário, feira de produtos da economia solidária (livros, artesanatos, óleos essenciais etc.) e promoção do livro que sistematiza experiências da Rede Mandala – Rede Paranaense de Economia Solidária Campo Cidade.

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Agência Lupa recebe prints e links de posts antidemocráticos para criar banco de dados https://universoeducom.org/agencia-lupa-recebe-prints-e-links-de-posts-antidemocraticos-para-criar-banco-de-dados/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=agencia-lupa-recebe-prints-e-links-de-posts-antidemocraticos-para-criar-banco-de-dados Mon, 09 Jan 2023 10:27:10 +0000 http://universoeducom.org/?p=2299 A Lupa disponibilizou um formulário online para receber informações acerca de postagens antidemocráticas nas redes sociais. Os conteúdos vão ajudar a criar um banco de dados para realização de pesquisa colaborativa que, consequentemente, pode contribuir com investigações. A iniciativa nasceu na tarde de domingo (08/01/2023), após a invasão truculenta e a destruição severa das sedes […]

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A Lupa disponibilizou um formulário online para receber informações acerca de postagens antidemocráticas nas redes sociais. Os conteúdos vão ajudar a criar um banco de dados para realização de pesquisa colaborativa que, consequentemente, pode contribuir com investigações.


A iniciativa nasceu na tarde de domingo (08/01/2023), após a invasão truculenta e a destruição severa das sedes dos Três Poderes, em Brasília, a saber: Congresso Nacional (sede do Poder Legislativo, onde ficam o Senado e a Câmara dos/as Deputados/as), Supremo Tribunal Federal (sede do Poder Judiciário) e Palácio do Planalto (sede do Poder Executivo, local de trabalho da Presidência da República).

“Este é um projeto colaborativo que busca entender como foram organizados os atos de vandalismo vistos neste domingo (8) em Brasília. O objetivo da Lupa é simples: com o apoio de todos, vamos juntar, mapear e, em seguida, avaliar se há algum padrão nas mensagens de texto, vídeo e/ou imagens que relacionadas à convocatória e/ou aos ataques deste domingo”, explica a equipe da Lupa em seu site.

Manifestantes invadem e promovem depredação do patrimônio público no Congresso, STF e Palácio do Planalto. | Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil.

Confira a seguir algumas informações solicitadas pelo formulário:
A data em que a publicação foi feita;
A plataforma em que você viu ela circulando (Facebook, Twitter, Tik Tok ou outro);
Um link que remeta ao material (se disponível);
O arquivo contendo o material (se disponível).

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O desafio do enfrentamento às violências contra crianças e adolescentes confinados(as) com agressores(as): qual é o nosso papel? https://universoeducom.org/o-desafio-do-enfrentamento-as-violencias-contra-criancas-e-adolescentes-confinadas-com-agressoresas-qual-e-o-nosso-papel/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-desafio-do-enfrentamento-as-violencias-contra-criancas-e-adolescentes-confinadas-com-agressoresas-qual-e-o-nosso-papel https://universoeducom.org/o-desafio-do-enfrentamento-as-violencias-contra-criancas-e-adolescentes-confinadas-com-agressoresas-qual-e-o-nosso-papel/#comments Sat, 06 Jun 2020 19:13:37 +0000 http://universoeducom.org/?p=2061 “Com a pandemia do novo coronavírus e as necessárias medidas de isolamento social e confinamento domiciliar, crianças e adolescentes estão sob risco ainda maior de sofrer violência física, sexual e psicológica. Quando já acontece violência doméstica, as vulnerabilidades aumentam drasticamente”: é dessa forma que o UNICEF no Brasil (Fundo das Nações Unidas para a Infância) […]

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“Com a pandemia do novo coronavírus e as necessárias medidas de isolamento social e confinamento domiciliar, crianças e adolescentes estão sob risco ainda maior de sofrer violência física, sexual e psicológica. Quando já acontece violência doméstica, as vulnerabilidades aumentam drasticamente”: é dessa forma que o UNICEF no Brasil (Fundo das Nações Unidas para a Infância) expõe a sua preocupação sobre a exposição de crianças e adolescentes à violência durante a pandemia. É preciso levar em conta que, com essa problemática, esses meninos e meninas podem acabar sofrendo com transtorno depressivo e ter seu emocional profundamente afetado.

Em dias normais as crianças e adolescentes já sofrem frequentemente abusos e agressões físicas de seus pais, irmãos e pessoas próximas. Segundo dados de 2018 do Disque 100, 70% dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, relatados por esse canal de atendimento, foram cometidos por familiares ou pessoas com acesso fácil à criança.

Estamos vivendo um tempo onde as pessoas estão tendo que lidar e se adaptar ao novo, mesmo sofrendo. Esse período de isolamento social tem feito com que eu refletisse mais, em termos de vulnerabilidade social envolvendo crianças e adolescentes, sobre a intensa convivência familiar, a sobrecarga de tarefas domésticas e o estudo em casa, ou a falta de emprego e renda, que podem ser geradores ou agravantes de conflitos e violências em muitos lares. Violências que já poderiam ocorrer, anteriormente, contra crianças e adolescentes vão se manter e podem se agravar.

Acho de extrema importância conscientizar a população de que as pessoas precisam sim denunciar os agressores de abuso sexual contra crianças e adolescentes. E o crime, na maioria das vezes, é praticado pelos próprios pais, avós, padrastos, pessoas do ambiente familiar…


☝🏽 Este episódio da campanha “Defenda-se” ajuda crianças e adolescentes a identificarem o abuso sexual e a buscar estratégias para se protegerem e buscar ajuda contra violências.

 

A sociedade tem sido a cada dia mais cega quando se diz respeito aos direitos humanos. Crianças e adolescentes têm seus direitos e deveres, assim como define o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente). Da mesma forma com têm seus deveres, também têm os direitos que, na maioria das vezes, são mal vistos, fazendo com que a criança e o adolescente perca seu direito à voz ativa.

Se pararmos e pesquisarmos, veremos o quanto o número de denúncias caiu de abril a junho. A princípio, a redução pode parecer boa notícia, “mas ela mascara uma realidade complexa: com a pandemia do novo coronavírus e o isolamento social que vivemos, os números menores refletem subnotificação. Em casa com seus agressores e sem a vigilância de professores da escola ou de parentes, amigos ou conhecidos, os menores não têm como ser ajudados”, aponta uma reportagem no site Universa – que integra os conteúdos do portal UOL.

Concluo esse artigo dizendo: denuncie! Não se cale! Abuso sexual é crime.


Artigo escrito por Marcos Vinícius Soares da Costa
Marcos tem 18 anos e é estudante do Ensino Médio na cidade de Goiânia (GO). Acompanha atividades do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Atua como representante do estado de Goiás no CPA (Comitê de Participação de Adolescentes) do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), tendo sido indicado pelo CMDCA de Anápolis (GO) em 2017. Já participou de diversas conferências, reuniões na sua cidade e até mesmo em outros Estados, atuando na defesa de causas como a promoção dos direitos de crianças e adolescentes, sobretudo do direito à participação social.

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Conheça os 10 passos para criar um Comitê de Participação de Adolescentes no seu município https://universoeducom.org/conheca-os-10-passos-para-criar-um-comite-de-participacao-de-adolescentes-no-seu-municipio/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=conheca-os-10-passos-para-criar-um-comite-de-participacao-de-adolescentes-no-seu-municipio Thu, 13 Jun 2019 01:59:52 +0000 http://universoeducom.org/?p=1874 O Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Paraná (CEDCA PR) aprovou, por unanimidade, o material informativo “10 passos simples para criar o Comitê de Participação de Adolescentes (CPA) na sua cidade” durante a reunião ordinária do mês de Abril de 2019, em Curitiba (PR). Em duas páginas, de maneira sucinta e […]

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O Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Paraná (CEDCA PR) aprovou, por unanimidade, o material informativo “10 passos simples para criar o Comitê de Participação de Adolescentes (CPA) na sua cidade” durante a reunião ordinária do mês de Abril de 2019, em Curitiba (PR). Em duas páginas, de maneira sucinta e objetiva, o panfleto foi concebido para incentivar que os Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCAs) criem Comitês de Adolescentes locais, de maneira organizada e contínua, para que as políticas públicas discutidas, acompanhadas e criadas nas cidades levem em consideração os anseios do grupo etário que defendem. Futuramente, a intenção é que além dos Conselhos Municipais, o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Paraná também crie o seu próprio Comitê de Participação de Adolescentes a nível estadual.

Clique aqui para baixar o material em formato PDF.

 

A discussão sobre promoção da participação de adolescentes em espaços de criação, debate e decisão sobre políticas públicas no Paraná ressurgiu com mais força após a realização da Etapa Sul da Caravana dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizada pelo Conanda – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, em Porto Alegre (RS), no mês de Fevereiro de 2018. Na ocasião, dentre os diversos temas discutidos, a participação dos(as) adolescentes nos processos político-sociais que envolvem as decisões que vão impactar suas vidas foi pontuado como fundamental.

Grupo de Adolescentes representantes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que participaram da Etapa Sul da Caravana pelos Direitos da Criança e do Adolescente, em 2018. | Foto: Diego Henrique da Silva Alves.

 

Além disso, o diálogo entre o COPED – Conselho Permanente de Direitos Humanos do Paraná, o Fórum DCA PR – Fórum de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Paraná e o CEDCA também foi bastante importante para dar à pauta a importância que ela merece. Foi a partir desses diálogos que a Câmara Setorial de Capacitação, Mobilização e Articulação do CEDCA e, posteriormente, o Conselho como um todo, resolveu criar uma Comissão Especial temporária, específica para tratar do assunto, que segue com os trabalhos até hoje e não tem previsão de data de encerramento. Foi a partir dos diálogos dessa Comissão Especial, que surgiu a ideia da produção de uma orientação aos municípios paranaenses que os incentivasse a criar Comitês de Participação de Adolescentes nos CMDCAs.

 

Reunião da Comissão Especial CPA/ CEDCA, em Abril de 2019. | Foto: Murilo Rodrigues Caldeira/ CEDCA.

 

O portal Universo Educom e o coletivo Parafuso Educomunicação contribuíram voluntariamente com a redação, projeto gráfico e diagramação do material informativo, que foi aprovado em todas as instâncias por unanimidade, a saber, na Comissão Especial que discute a criação do CPA Estadual, na Assembleia Ordinária do CEDCA (em Abril de 2019) e na Assembleia Ordinária do COPED (em Maio de 2019). O conteúdo do panfleto foi construído a partir dos principais aspectos da Resolução n° 191 do Conanda – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, portanto não é um instrumento definitivo e nem representa uma forma única e engessada para a criação de CPAs municipais; outras maneiras, diferentes dos 10 passos indicados no material, podem e devem existir. A intenção do CEDCA PR, contudo, é instigar a criação dos Comitês de Adolescentes, sem deixar os municípios desamparados quanto a informações, subsídios e propostas metodológicas.

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Adolescente do Estado de Goiás fala sobre a relação entre fotografia, redes sociais e direitos da criança e do adolescente https://universoeducom.org/adolescente-do-estado-de-goias-fala-sobre-a-relacao-entre-fotografia-redes-sociais-e-direitos-da-crianca-e-do-adolescente/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=adolescente-do-estado-de-goias-fala-sobre-a-relacao-entre-fotografia-redes-sociais-e-direitos-da-crianca-e-do-adolescente Tue, 25 Dec 2018 23:07:28 +0000 http://universoeducom.org/?p=1504 O adolescente Marcos Vinícius, integrante do Comitê de Participação de Adolescentes(CPA) do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), fez vários registros fotográficos durante a sua participação no Encuentro de Niñas, Niños y Adolescentes – Subregión Sur e postou tudo no Instagram. O portal Universo Educom acompanhou as postagens da garotada do […]

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O adolescente Marcos Vinícius, integrante do Comitê de Participação de Adolescentes(CPA) do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), fez vários registros fotográficos durante a sua participação no Encuentro de Niñas, Niños y Adolescentes – Subregión Sur e postou tudo no Instagram. O portal Universo Educom acompanhou as postagens da garotada do CPA nas redes sociais e o Marcos se destacou pela grande quantidade e qualidade das imagens publicadas no seu Insta pessoal que, inclusive, ilustram essa matéria. Até o momento do fechamento dessa matéria foram identificadas, pelo menos, 55 fotos.

“Amo a fotografia. É algo que mexe muito comigo”, comenta Marcos. “A principal razão pela qual eu gosto de fotos é poder registrar momentos bons e passeios. No Rio de Janeiro, tirei bastante fotos para deixar registrado que estive no encontro e mostrar um pouco para os jovens que participei do encontro”, explica o garoto. Ele acredita que isso incentiva outros(as) adolescentes e jovens a se interessarem pelas questões ligadas aos direitos que eles(as) têm.

O Encontro internacional reuniu adolescentes de cinco países: Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile e ocorreu no Colégio Marista, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ), entre os dias 15 e 18 de Novembro de 2018. Na ocasião, os(as) participantes puderam discutir quais as suas demandas coletivas, produzindo documentos que serão  enviados aos governos desses países, solicitando as mudanças que querem ver acontecer em seus países.

 

Conheça as fotos que o Marcos mais gostou!

Não é porquê ele fez muitas fotos autorais, que não possa curtir também fotos publicadas pelos(as) colegas, amigos(as) e companheiros(as) do CPA. Por conta disso, o portal Universo Educom reuniu fotografias que o Marcos mais gostou e pediu pra ele comentá-las. Veja a seguir a seleção do adolescente.

 


Foto mais significativa que ele fez no Encuentro de Niñas, Niños y Adolescentes

“Foram pessoas que marcaram meu encontro! Pessoas que vou carregar pelo resto de minha vida no coração. São pessoas maravilhosas, sensacionais e muito dispostas a trabalhar a favor dos direitos da criança e adolescente”.

 


Foto que faz o Marcos sentir mais saudades do evento

“Todas as vezes que eu ver essa foto vou sentir muita saudade do encontro. Amei este lugar”.

 


Foto de grupo preferida

“Foto da nossa reunião última reunião do CPA no encontro. Achei esta foto bem legal e linda!”.

 


Foto preferida em que aparece/ está em evidência

https://www.instagram.com/p/BqXPFCohJSC/


A luta pelo direito à comunicação e liberdade de expressão

Durante a realização do encontro, os(as) adolescentes do CPA aproveitaram momentos livres na programação para realizarem reuniões de articulação. Dentre as questões discutidas, a vontade de criarem perfis em diferentes redes sociais foi pautada pelos(as) adolescentes. Inclusive, o grupo do CPA com aproximadamente 40 integrantes no evento, aprovou a redação de diversas cartas abertas ao Conanda, solicitando avanços na efetivação da participação desse Comitê nas decisões sobre políticas públicas nacionais; dentre as solicitações de uma dessas cartas, está a criação de canais de comunicação específicos do CPA.

 

“Na minha opinião é maravilhoso, nós do CPA, termos uma rede social para divulgar nosso trabalho, nossas ideias e um pouco dos encontros, seminários, congressos que cada membro participa. É defender também os direitos da criança e do adolescente através dessas redes”, defende Marcos.

 

Até agora, Marcos é o único adolescente que representa o Estado de Goiás no CPA do Conanda. “Pretendo, em janeiro, abrir um grupo de jovens que pelo qual nós possamos nos unir e ir ajudar as crianças e adolescentes que não sabem de seus direitos”, explica. Ele diz que isso seria realizado através de rodas de conversas e debates, capazes de mostrar a importância da igualdade de direitos para as pessoas do município do Estado de Goiás. Além disso, ele também faz parte da fanfarra da escola de um grupo que canta, dança, faz encenações teatrais e realiza flashmobs, ligado à Igreja de Cristo – Ministério Apostólico Nova Terra, em Anápolis (GO).

 

A trajetória de participação cidadã até aqui

Certo dia, um ofício do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Goiás (CEDCA GO) chegou ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Anápolis (GO), solicitando indicação de adolescentes para irem até Goiânia para uma reunião de eleição compor o CPA Nacional, representando o Estado. Chegando lá, foi explicado o que era o CPA e realizada a votação. “A titular era a Nathalia, uma menina de Goiânia e eu como suplente. Mas ela precisou pedir o desligamento do CPA e hoje quem atua como representante do Estado de Goiás sou eu”, explicou Marcos.

 

Ele conta que participa de todas as reuniões do CEDCA GO, que geralmente ocorrem na última sexta-feira de cada mês. “Acho muito legal participar desses espaços pelo simples fato de poder expor as minhas ideias e ver crescer o protagonismo juvenil”, comenta. O Plano Nacional Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Estatuto da Juventude (que contempla adolescentes e jovens, de 15 a 29 anos), o Estatuto da Criança e do Adolescente, além da Resolução n° 191 do Conanda, tratam da importância dos(as) adolescentes participarem dos processos decisórios que lhes dizem respeito e afetem suas vidas em âmbitos social, escolar, comunitária… A isso, tem se dado o nome de participação social de adolescentes. O portal Universo Educom, inclusive, publicou uma lista com diversas publicações/ e-books e cartilhas digitais sobre participação social de adolescentes.

Clique na imagem para baixar o guia. Capa: Reprodução/ Viração Educomunicação.

 

O Encuentro de Niñas, Niños y Adolescentes – Subregión Sur foi uma oportunidade para que a maioria dos(as) membros do CPA pudessem se conhecer, já que até então, o grupo não havia tido a oportunidade de se reunir num único espaço. “Se não tivéssemos ido, não teríamos feito as cartas a serem apresentadas na Assembleia do Conanda, em Brasília”, avalia Marcos, ao se referir a um conjunto de documentos com as demandas do Comitê; dentre eles estão a criação, manutenção e fortalecimento de CPAs em todos os Estados Brasileiros e no Distrito Federal, a garantia da participação de adolescentes nas Comissões Organizadoras das Etapas Municipais, Estaduais e Nacional das Conferências de Direitos de Crianças e Adolescentes, a formalização da posse do CPA – que, segundo eles, ainda não ocorreu de maneira oficial – e o direito de criarem e manterem perfis nas redes sociais para divulgar a atuação do CPA. “Para mim, a coisa mais legal foi ter conhecido pessoas de outros países e discutir os pontos que foram propostos no encontro a favor dos direitos da criança e do adolescente”, complementa Marcos.

 

Quando perguntado se já parou pra pensar no que pode fazer para que outros(as) adolescentes de seu Estado saibam mais sobre direitos da criança e do adolescente e sobre a importância da participação social, Marcos é direto: “Paro todos os dias para pensar em formas pelas quais eu possa ajudar crianças e adolescentes que não sabem que tem direitos”. Como exemplo, Marcos citou a sua preocupação com adolescentes que se auto-mutilam, que possuem pensamentos suicidas, tomam remédios e vivem situações de conflito em família e na escola. “Sempre que participo de algum encontro, posto nas redes sociais para que os outros jovens vejam e saiba de seus direitos”, afirma.

 

Pelo jeito, Marcos Vinícius e os(as) demais integrantes do CPA têm um longo trabalho pela frente. Acredita-se que essa jornada pode encontrar dificuldades em 2019, com uma onda de conservadorismo em que políticos eleitos defendendo a redução da maioridade penal, o projeto de lei “Escola sem Partido” e declarações do presidente eleito que divergem das históricas conquistas dos movimentos de defesa dos direitos da criança e do adolescente, afirmando – por exemplo – que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) deveria ser jogado na latrina (esgoto/ vaso sanitário).

 

Acompanhe!

Contribua no processo de controle social e monitoramento das políticas públicas de garantia de direitos da criança e do adolescente! Visite o site do Conanda, conheça melhor o CPA Nacional, defenda a criação e manutenção de um CPA específico para o seu Estado e fique de olho na execução do Plano Decenal Municipal, Estadual e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. No portal Universo Educom, a gente também segue pautando e produzindo conteúdos sobre comunicação, educação e direitos da criança e do adolescente. Fique ligado!

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Baixe 16 materiais sobre participação social de adolescentes e jovens https://universoeducom.org/baixe-16-materiais-sobre-participacao-social-de-adolescentes-e-jovens/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=baixe-16-materiais-sobre-participacao-social-de-adolescentes-e-jovens Tue, 04 Dec 2018 08:09:23 +0000 http://universoeducom.org/?p=1399 Desde 2013 tem aumentado consideravelmente a produção bibliográfica e atuação de movimentos sociais brasileiros em torno da garantia e promoção do direito à participação política de adolescentes e jovens em espaços estratégicos de decisão político-social. Acredita-se que isso ocorra, sobretudo, pelo fato de o Estatuto da Juventude – lançado em 13 de Julho de 2013 […]

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Desde 2013 tem aumentado consideravelmente a produção bibliográfica e atuação de movimentos sociais brasileiros em torno da garantia e promoção do direito à participação política de adolescentes e jovens em espaços estratégicos de decisão político-social. Acredita-se que isso ocorra, sobretudo, pelo fato de o Estatuto da Juventude – lançado em 13 de Julho de 2013 – explicar exatamente do que se trata esse direito e como ele pode se configurar e se expressar dentro do país, tanto entre adolescentes (de 15 a 17 anos), quanto entre jovens (de 18 a 29 anos). Ou seja, não quer dizer que a luta pela participação e controle social só tenha surgido nos últimos anos. Na verdade, a defesa desse direito já existe há muitas décadas! O que acontece, na verdade, é a reoxigenação dessas lutas sociais por meio de instrumentos legais, novo amparo legislativo e incidência política nesta pauta.

 

Recentemente, em Julho de 2017, o Conanda – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – publicou uma resolução que cria o CPA – Comitê de Participação de Adolescentes – bem como recomenda que todos os Estados e municípios brasileiros também criem os seus respectivos CPAs, com o objetivo de fortalecer e promover esse direito entre os sujeitos desse direito. Sendo assim, os(as) próprios(as) adolescentes passam a influenciar, de maneira direta, com que as discussões que tenham a ver com as suas vidas sejam realizadas levando em consideração os apontamentos que eles(as) trazem, já que estão vivendo esse momento e podem trazer olhares importantes sobre essas realidades em que vivem. Clique aqui para baixar a resolução 191/2017, que cria o CPA, e clique aqui para ver a foto que mostra a maioria dos membros do CPA!

 

A lista abaixo traz uma seleção dos melhores materiais brasileiros que falam sobre a participação social de adolescentes, produzidos por instituições e pesquisadores(as) que são referência no assunto em nosso país. E o melhor de tudo: dá pra acessar gratuitamente, online ou “baixado” todos os materiais na íntegra! Bora conhecer cada um deles?!

 

Participação Cidadã de Adolescentes
https://issuu.com/portfolio_viracao/docs/guia_participacao_final

 

Adolescentes e jovens do Brasil: participação social e política
http://prattein.com.br/home/images/stories/Juventude/jovensunicefpolitica.pdf

 

Jovens e Participação Social: Guia de Ações
https://issuu.com/pvoluntarios/docs/livro

 

Caderno Juventudes – Canal Futura
Pág. 50 a 73
http://futurabucket2017.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2018/02/caderno_juventudes_v_digital.pdf

 

Juventude, Participação e Autonomia – UNIPOP
https://issuu.com/unipop/docs/cartilha_jpa_6.compressed

 

Estatuto da Juventude: uma Análise sobre Direitos
Páginas 8 – 11
http://universoeducom.org/baixe-o-guia-que-aborda-educacao-pela-comunicacao-participacao-social-e-mobilizacao/

 

Revista Conferindo: Matéria “Participação pra Valer: Crianças e Adolescentes debatem participação enquanto Direito Humanos”
Páginas 18 – 19
https://issuu.com/portfolio_viracao/docs/revista_conferindo_final

 

 

 


PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO CONTEXTO ESPECÍFICO DA INFÂNCIA
Projetos com Participação Infantil no Brasil
https://issuu.com/cecip6/docs/publicacao_mapeamento_2016_final_1_

 

Ecos da Participação Infantil e Juvenil. Texto “Participação Infantil e Juvenil nas Conferências”
Páginas 68 – 71
https://issuu.com/pollydevides/docs/ecos_participacao

 

 


PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO CONTEXTO DE PROMOÇÃO DA SAÚDE SEXUAL E ENFRENTAMENTO ÀS VIOLÊNCIAS SEXUAIS
Ações de Educação Sexual e Promoção da Saúde
https://issuu.com/oficinadeimagens4/docs/cartilhapess_final_violencia_sexual

 

Metodologia de Participação Juvenil e Web ativismo na ANA – Aliança Nacional de Adolescentes
https://issuu.com/anaalianca/docs/vers__o_resumida_metodologia_de_par

 

 


PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO CONTEXTO DA PROMOÇÃO DO DIREITO À EDUCAÇÃO
Entretantos: Guia de Educação pela Comunicação na Escola
Páginas 20 – 22
http://universoeducom.org/baixe-o-guia-que-aborda-educacao-pela-comunicacao-participacao-social-e-mobilizacao/

 

A participação de crianças e adolescentes e os Planos de Educação.
http://www.deolhonosplanos.org.br/wp-content/uploads/2013/04/Participacao_Criancas_Adolescentes.pdf

 

 


PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO CONTEXTO NACIONAL E INTERNACIONAL
Estação Juventude – Conceitos Fundamentais
Capítulo 8 – Participação dos jovens: experiências históricas e desafios atuais
Páginas 90 – 101
https://issuu.com/participatorio/docs/esta____o_juventude_-_conceitos_fun

 

Participação Social no Brasil: Entre Conquistas e Desafios
https://issuu.com/secretariageralpr/docs/participacao_social_no_brasil

 

Juventude, Participação e Desenvolvimento Social na América Latina e Caribe
https://issuu.com/participatorio/docs/em_web_port_2603_cc7a62aa45d9b9

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Comitê de Participação de Adolescentes aproveita evento no RJ para reuniões de articulação https://universoeducom.org/comite-de-participacao-de-adolescentes-aproveita-evento-no-rj-para-reunioes-de-articulacao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=comite-de-participacao-de-adolescentes-aproveita-evento-no-rj-para-reunioes-de-articulacao Sat, 24 Nov 2018 20:36:04 +0000 http://universoeducom.org/?p=1344 Quase todo o grupo que compõe o CPA – Comitê de Participação de Adolescentes, vinculado ao Conanda – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizou reuniões para discutir o futuro do grupo durante o tempo livre da programação do Encuentro de Niñas, Niños y Adolescentes – Subregión Sur. O evento latino-americano ocorreu […]

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Quase todo o grupo que compõe o CPA – Comitê de Participação de Adolescentes, vinculado ao Conanda – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizou reuniões para discutir o futuro do grupo durante o tempo livre da programação do Encuentro de Niñas, Niños y Adolescentes – Subregión Sur. O evento latino-americano ocorreu entre os dias 15 e 18 de Novembro de 2018, no Colégio Marista São José, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ) e foi preparado para receber aproximadamente 300 crianças e adolescentes do Brasil, Uruguai, Chile, Paraguai e Argentina, numa das atividades do projeto #TejiendoRedesInfancia, promovido pela Red Lamyc – Rede Latino-americana e Caribenha de Defesa de Crianças e Adolescentes.

Um dos encontros, realizado na noite do dia 16 de Novembro (sexta-feira), foi mediado pela consultora do Conanda, Monique Carvalho, que está acompanhando o desenvolvimento das ações relacionadas ao CPA. A atividade foi uma oficina intitulada “Participar é um direito! Experiências de adolescentes nos espaços de discussão nos seus estados”. Na ocasião, os(as) adolescentes compartilharam as suas angústias com os rumos da consolidação do CPA. Segundos os(as) adolescentes, desde Fevereiro de 2018, as reuniões do grupo estão sendo adiadas e que, até então, o CPA nunca conseguiu estar presente coletivamente em nenhum espaço, nem mesmo numa reunião ordinária do Conanda.

 

Equipe de organização do evento e membros da Coordenação do Fórum Nacional de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (FNDCA) contribuiu com soluções para que o grupo pudesse ter suas reuniões sem deixar de participar das atividades previstas na programação. Foto: Diego Silva/ Universo Educom.

 

Outra reunião do CPA, realizada no dia 17 de Novembro (sábado), resultou em diversos encaminhamentos acordados entre o grupo. De modo geral, foram aprovadas a redação de diversas cartas abertas ao Conanda, solicitando informações, recomendando algumas iniciativas e repudiando irregularidades apontadas por membros do Comitê; assim que o portal Universo Educom tiver acesso às cartas, publicaremos aqui. A estratégia foi redigir as cartas com rapidez para que elas pudessem ser remetidas ao Conanda, que se reuniria nos dias 21 e 22 de Novembro nas comissões permanentes e em Assembleia.

 

Reuniões foram abertas à participação de outros(as) adolescentes que não compõem o CPA mas quiseram se inteirar das discussões. Foto: Diego Silva/ Universo Educom.

 

Para entender um pouco mais sobre o CPA
Em Julho de 2017, o Conanda publicou uma resolução que cria o CPA, estipula as suas atribuições e recomenda que sejam criados comitês de participação de adolescente nos municípios e Estados brasileiros. O grupo teria a função, dentre outras coisas, de atuar como organismo consultivo na construção de ações e de propostas de políticas públicas na área da infância e da adolescência. “Compete ao CPA apresentar ao CONANDA propostas de pautas, resoluções, campanhas sobre os direitos da criança e do adolescente e temas para deliberação”, afirma um trecho do documento (Inciso II do Artigo 5°).

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Conanda incentiva prática da educomunicação e realização de conferências livres https://universoeducom.org/conanda-incentiva-pratica-da-educomunicacao-e-realizacao-de-conferencias-livres/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=conanda-incentiva-pratica-da-educomunicacao-e-realizacao-de-conferencias-livres Sat, 30 Jun 2018 21:37:14 +0000 http://universoeducom.org/?p=1197 O Conanda – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente tem expedido diversas resoluções para orientar Estados e municípios a realizarem as Conferências Estaduais e Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente. Dentre os indicativos dessas resoluções, estão sinalizadas a prática da educomunicação nas conferências, o incentivo à participação de adolescentes nas […]

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O Conanda – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente tem expedido diversas resoluções para orientar Estados e municípios a realizarem as Conferências Estaduais e Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente. Dentre os indicativos dessas resoluções, estão sinalizadas a prática da educomunicação nas conferências, o incentivo à participação de adolescentes nas Comissões Organizadoras desses eventos e a realização de conferências livres.

 

O que são as conferências livres de discussão sobre os direitos da criança e do adolescente?
São eventos que podem ser organizados e convocados por qualquer pessoa, grupo, coletivo ou instituição social para debater formas de garantir, defender e promover os direitos da criança e do adolescente. O principal documento que trata desses direitos é o Estatuto da Criança e do Adolescente. Entretanto, o Conanda também costuma produzir e divulgar um texto base sobre o tema geral de cada uma das conferências; mas esse texto base não é obrigatório para nortear as discussões, já que a conferência é “livre” (:

Instalação fruto de práticas educomunicativas durante a 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizada em Brasília (DF), em 2012. Foto: Divulgação/ Reprodução.

 

Até quando posso realizar uma conferência livre?
Segundo esta resolução do Conanda (n° 207) diz que elas podem acontecer até novembro deste ano. Porém, essas conferências livres, quando realizadas, devem acontecer antes das conferências municipais.

Que história é essa de garantir a educomunicação em todas as etapas das conferências?
Essa já é a terceira edição das Conferências em que o Conanda promove a prática da educomunicação na Etapa Nacional e a segunda vez em que expede resolução recomendando que a educom seja realizada em todas as etapas. Essa informação está no parágrafo único do artigo 4° da Resolução n° 202.

Adolescentes de todos os Estados brasileiros participam da 9ª Conferência Nacional dos Direitos das Criança e do Adolescente. Foto: Divulgação/ Reprodução.

 

Como a Educomunicação pode acontecer numa conferência dos direitos da criança e do adolescente?
De modo geral, as experiências práticas de educomunicação em eventos como as conferências de direitos tem se consolidado no formato de coberturas educomunicativas do evento. Ou seja, um grupo de adolescentes, formado de uma jeito democrático e com ampla publicização do processo de seleção, participa de encontros formativos para debater direitos humanos de crianças e adolescentes e também para conviver em equipe e produzir conteúdos de comunicação (vídeos, fotos, textos e outras formas de comunicação e expressão). Ao invés de uma lógica mercadológica ou jornalística, a cobertura da conferência é realizada de um jeito lúdico, compromissado mas sob o olhar dos(as) adolescentes educomunicadores(as).

A Revista Conferindo foi um dos produtos fruto das práticas de educomunicação realizadas durante a 10ª edição da Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizada em 2016. Imagem: Reprodução.

 

Adolescentes podem participar dos processos de organização das conferências?
Não só podem como devem! Afinal, se estamos falando de direitos da criança e do adolescente, eles(as) precisam estar construindo ideias coletivamente com os(as) adultos(as). A resolução que convoca as conferências (n° 202) também traz isso expressamente no artigo 3°. E o documento diz mais! Recomenda que os CPAs – Comitês de Participação de Adolescentes já estejam instituídos para engajá-los(as) na organização do evento.

A Associação Ninho da Águia e coletivo Parafuso Educom produziram este relatório para compartilhar as experiências de educomunicação durante a Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Paraná, realizada em 2015. Imagem: Reprodução.

 


E aí? O seu município ou Estado está preparado para garantir a prática da educomunicação e a participação de adolescentes na organização das conferências? Ficou animado para produzir a sua conferência livre? Conta pra gente aqui nos comentários!

Abração e até um próximo post!

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