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]]>“É comum haver muitas dúvidas sobre as variáveis que envolvem o tópico ‘suicídio’, e uma das razões que contribuem para o pouco conhecimento sobre isso é que este tema ainda é um tabu. Por isso, muitas vezes acabamos não falando sobre ele, também por medo de causar algum dano”, explica a autora na Introdução do e-book.
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CONHEÇA OS CAPÍTULOS DO E-BOOK
1. Por que falar sobre suicídio?
2. Alguns mitos que você precisa demistificar
3. Fatores de risco e de proteção
4. Prevenção do Suicídio na Escola
5. Conhecendo a rede de atenção psicossocial (RAPS)
6. Contextualização do material e considerações finais
7. Referências
8. Para saber mais…
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Sabemos que o suicídio é um fator complexo e multifatorial, nesse sentido, é importante destacar que a presença de um único evento, raras vezes leva o adolescente à ideação ao suicídio. Por isso, é necessário ajudá-lo a identificar as situações ruins e sentimentos dolorosos, buscando auxiliá-lo na solução de algum problema que esteja enfrentando, fortalecendo sua capacidade de lidar com as adversidades do cotidiano. Na maioria das vezes, é necessária a intervenção de profissionais como psiquiatras, psicólogos, além de outros profissionais da saúde mental.
Algumas alterações físicas e psíquicas estão presentes no discurso do adolescente que vivencia sensações de estar enfrentando momentos difíceis, e exige muita atenção, como o desamparo, dores e angustia no peito, dormência, falta de ar, depressão, frustrações, desânimo, dores no corpo, sofrimento, ansiedade, mal-estar em geral. Embora essas queixas sejam difusas, se manifestam silenciosamente.
Existem ainda, outros fatores de alerta que pode dar sinais sutis de que a criança ou o jovem precisa de ajuda:
Irritação ou agitação excessiva da criança ou adolescente;
Sentimentos de tristeza, baixa autoestima e impotência;
Tentativas prévias de suicídio;
Relatos de violência psicológica (humilhação, agressões verbais), física, sexual ou negligencia;
Problemas de saúde mental da criança e/ou adolescente e/ou seus familiares, especialmente depressão e ansiedade;
Uso de álcool e/ou outras drogas;
Histórico familiar de suicídio
Ambiente familiar hostil;
Falta de suporte social e sentimentos de isolamento social;
Sofrimento e inquietações sobre a própria sexualidade;
Interesse por conteúdos de comportamentos suicida ou autolesão em redes sociais virtuais.
Como forma de cuidado, as pessoas próximas do adolescente, os familiares, a escola e os profissionais da saúde precisam estar em alerta sobre prevenção as ideações, as tentativas ou o ato suicida propriamente dito em crianças e adolescentes. Em crianças, os casos são raros e pouco identificados, porém, na adolescência é um dos mais sérios problemas de saúde pública no mundo (WHO, 2019). É importante observar também, a presença de comportamentos autolesivos, uma forma de autoagressão. Eles podem, ou não, serem caracterizados como comportamento suicida, visto que existe a autolesão sem intenção suicida, que merece igualmente muita atenção, uma vez que são sinais de sofrimento e podem aumentar o risco para ocorrência do suicídio propriamente dito.
Cabe lembrar que o suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial que pode ser prevenido, bem como existem medidas e ações protetivas, passiveis de serem adotadas:
Não duvidar, desqualificar ou minimizar o relato de desejo a ideação ao suicídio;
Acolher o adolescente ou o jovem e sua família sem julgamentos, e considerar o ato como um sinal de alerta, especialmente para evitar um novo episódio suicida;
Ter escuta cuidadosa, respeitosa e séria, procurando sempre entender melhor o que ocorreu e como o adolescente ou jovem se sente;
Evitar apontar culpados ou causas;
Oferecer ajuda para iniciar um acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico, garantir que o adolescente ou jovem procure por atendimento médico necessário;
Em caso de perigo imediato de comportamento suicida ou de automutilação, acionar o SAMU 192, e/ou orientar o familiar, no caso da criança e do adolescente os pais/responsáveis, a levar para um atendimento de emergência em UPA, pronto socorro ou hospital. Recomenda-se não deixar a pessoa sozinha e garantir que receba o atendimento em saúde em caráter de emergência.
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REFERÊNCIAS
CVV. Centro de valorização da vida. Guia para educadores e pais. Disponível em: <https://www.cvv.org.br/wp-content/uploads/2017/05/guia_CVV_pais_educadores_DIGITAL.pdf>. Acesso em: 27 ago. 2020.
WORLD HEALTH ASSOCIATION. Suicide, 2 de Setembro de 2019. Disponível em: <https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/suicide>. Acesso em: 27 ago. 2020.
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Artigo escrito por Lusilene Mariano de Sá Ritzel
Graduada em Psicologia pela Faculdade de Rolim de Moura (FAROL, 2012). Mestra pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR, 2017), Psicóloga Clínica CRP 20/04753, Abordagem Clínica: Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), Especialista em Psicologia do Trânsito (UCB, 2015), Formação em Saúde Mental (FIOCRUZ, 2020). Psicóloga Clínica no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) em Nova Brasilândia do Oeste/RO. E-mail: lusilene.mariano@gmail.com
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Foto da Autora do Artigo: Arquivo Pessoal/ Lusilene Mariano Ritzel.
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]]>Em Londrina (PR), estudantes universitários(as) também realizaram um flashmob musical na PUC PR – Pontifícia Universidade Católica do Paraná, no dia 18 de Setembro de 2017. A mobilização começou com uma interpretação da música “O que é, o que é?”, de Gonzaguinha, que começa com “Eu fico com a pureza das respostas das crianças: É a vida! É bonita e é bonita!”.
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O conceito de flashmob
De acordo com o Portal Educação, flashmob é o “termo usado para se referir a aglomerações de pessoas em certo lugar para realizar determinada ação inusitada, de forma instantânea”. Muitas vezes, são ações organizadas pelas redes sociais e podem até serem executados com pessoas que nunca tiveram contato presencial anteriormente. Possuem objetivos de chamar atenção para alguma temática que pode gerar engajamento social ou simplesmente serem feitos para entreter ou divertir quem for impactado pela ação.
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Arte-educação e Educomunicação
No livro “Educomunicação: o conceito, o profissional, a aplicação”, o autor Ismar de Oliveira Soares defende que a expressão comunicativa através das artes é uma das áreas de intervenção da educomunicação. Nesse sentido, as experiências dos flashmobs – que, visivelmente, envolveram planejamento, discussões e ensaios prévios – podem ser adaptados para as diferentes realidades para serem trabalhados em contextos educomunicativos.
Dessa forma, o grupo envolvido consegue dialogar sobre o pautas como depressão, desenvolvimento de habilidades emocionais, bullying, cyberbullying, relações humanas respeitosas, saúde psíquica e prevenção ao suicídio. Tais discussões podem ser feitas por processos de análise de mídias já publicadas (como vídeos, reportagens, filmes etc.) ou produção de conteúdos (sejam textos, entrevistas, ilustrações etc.), com base nos interesses do grupo e habilidades que os(as) adolescentes já tem ou querem desenvolver. É aqui que podem nascer as ideias de arte-educação. E é claro, depois da execução das atividades, avaliar as ações e seus frutos.
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