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]]>Quero começar com os riscos, dos quais o que me parece mais eminente é o hedonismo, depois de tanta permanência em casa, e a falta da liberdade antes experienciada, acabemos por buscar um prazer desenfreado, um prazer no consumismo, que gera a falsa sensação de um deleite que não é real, e aqui entra o paradoxo das classes sociais e da disputa do mercado e do poder. Esse risco que parece pequeno diante de uma sociedade que já é do consumo, não deve deixar de ser olhado como um risco social, mas também ambiental.
Poderíamos falar dos problemas que envolvem a juventude há muito tempo, a exemplo do extermínio da juventude, principalmente negra e de periferia, a falta de escolarização, a evasão, o suicídio, o desemprego, e tantas outras chagas na vivência enquanto jovens. Esses problemas, sempre nos mostram o descaso em relação a juventude, que é muito mais que uma faixa etária, que aliás é a maior na América Latina, contrariando a velha ideia do jovem como problema, apresentando assim a juventude em risco e não como um risco.
Muito além de um texto lamurioso, queria falar também nos sinais de esperança e ao falar deles, pensar o como eles podem nos impulsionar a uma transformação social e vivermos um futuro pós-pandemia. Dos sinais, o que mais me alegra o coração é ver a juventude protagonizando o congraçamento de várias organizações, ONGs, movimentos sociais e populares na luta solidaria contra os problemas que se agravam pelo Covid19, mas também na linha de frente contra a todos os problemas políticos que estamos vivenciando, se organizando contra a volta das aulas sem a segurança necessária, contra as aulas na metodologia de Ensino a Distância – EAD, mostrando os estigmas do acesso à internet e aos equipamentos tecnológicos, na luta antirracista, contra o machismo, a violência contra as mulheres e a LGBTQIfobia, e, não poderia deixar de citar no movimento ambientalista, combatendo todos os retrocessos socioambientais que estão querendo passar como boiada em meio a uma pandemia.
Continuando, sobre as luzes pós-pandemia, não poderia deixar de reforçar que as lindas iniciativas que temos participado ou presenciado, devem se manter como um aprendizado, no sentido de reforçar a contribuição da juventude para a sociedade.
Por fim, deve estar no nosso horizonte a importância da juventude no controle social, se fazendo propositora e fiscalizadora das políticas públicas, reforçando que a solução dos nossos grandes problemas, se dará por meio de uma mudança na política partidária, mas também na formulação de uma agenda pública responsável, comprometida com a superação das desigualdades sociais, na transição para sociedade sustentáveis e pautada na participação social.
Que nesse Dia Internacional da Juventude (12 de Agosto), possamos comemorar a vida de cada jovem, sem deixar de nos comprometer com o pacto intergeracional que responsabiliza todos para a construção do Bem Viver.
Saudações, carinho e respeito a cada jovem brasileiro que vive a teimosia santa de mudar a sua realidade e a construir a civilização do amor. E ao mesmo tempo silêncio de luto por tantas vidas jovens perdidas.
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Artigo escrito por João Paulo Angeli
João é Presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB / Sul 2, Coordenador da Comissão Nacional de Juventude do CNLB e Jovem Líder Carta da Terra.
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Pensando em como agir nessas situações, nós do Grupo GeraAção nos mobilizamos numa campanha diferente, a “Quarentena Solidária”, onde o intuito é arrecadar alimentos básicos, leite, produtos de higiene, roupas e calçados, máscaras, cobertores e ração para animais.
Além da arrecadação, o objetivo é distribuir a essas famílias que perderam empregos, que estão com dificuldade de gerar renda em período de crise e também aos animais abandonados que agora, mais que nunca, estão precisando. O COVID-19 não discrimina raça, dinheiro, status social… Todos estamos expostos a esse vírus invisível.
Nós, que estamos à frente dos trabalhos sociais, vivenciamos a dificuldade do isolamento social dessas pessoas, onde não existem recursos básicos para eles se protegerem, como falta de água potável, água para lavar as mãos… Agora, imagina ter álcool em gel e máscaras em quantidade suficiente?!
E essa defesa do isolamento amplo e irrestrito acaba prejudicando, de certa forma, o acesso e a ida ao encontro aos mais pobres e vulneráveis. “ELES NÃO TÊM PRA ONDE CORRER”. É triste essa realidade que poucos veem e a mídia raramente expõe. E tem ficado cada dia mais difícil, esse afastamento. Se formos pensar, temos um pouco mais de segurança em nossas casas, mas e aí? Como fica o coração em saber que lá fora existem pessoas expostas e sem estrutura para enfrentar tudo isso?
Hoje, em Goiânia (GO), existem vários grupos que como o GeraAção têm intensificado os trabalhos e unido forças para amenizar um pouco o sofrimento dessas pessoas. Mesmo nós, voluntários(as), que estando na linha de frente (com todo cuidado e recomendações do Ministério da Sáude) ficamos com medo de colocar alguém das nossas famílias em risco. Então se cuidem! Se puder, fique em casa, obedeça as regras locais. Vamos mudar essa situação que nosso Estado está enfrentando. Juntos e conscientes, podemos!
E para você que quer ajudar, e não sabe como, entre em contato com o @geraacaooficial pelo Instagram ou no WhatsApp, pelo 62 98128-7532 e doe. Siga o que Jesus nos ensinou: “ame seu próximo como a si mesmo”. É simples: trabalhe a empatia!
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Artigo escrito por Danyele Braz de Mello
Danny tem 32 anos, formada em Farmácia, técnica em enfermagem e hoje atua como consultora imobiliária. Nascida em Mossâmedes, mora em Goiânia (GO) há 11 anos. É uma das fundadoras e coordenadora do Grupo GeraAção, juntamente com o Jhonatan Lelis e a Juliana Rosa. Criadora do projeto ProteCÃO. Faz trabalhos voluntários em bairros periféricos, entidades de acolhimento, asilos, com população em situação de rua e com animais abandonados ou que sofrem maus-tratos. Participou de formações, reuniões, palestras e projetos sobre como promover amor e empatia para esse mundo que vivemos.
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]]>Em dias normais as crianças e adolescentes já sofrem frequentemente abusos e agressões físicas de seus pais, irmãos e pessoas próximas. Segundo dados de 2018 do Disque 100, 70% dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, relatados por esse canal de atendimento, foram cometidos por familiares ou pessoas com acesso fácil à criança.
Estamos vivendo um tempo onde as pessoas estão tendo que lidar e se adaptar ao novo, mesmo sofrendo. Esse período de isolamento social tem feito com que eu refletisse mais, em termos de vulnerabilidade social envolvendo crianças e adolescentes, sobre a intensa convivência familiar, a sobrecarga de tarefas domésticas e o estudo em casa, ou a falta de emprego e renda, que podem ser geradores ou agravantes de conflitos e violências em muitos lares. Violências que já poderiam ocorrer, anteriormente, contra crianças e adolescentes vão se manter e podem se agravar.
Acho de extrema importância conscientizar a população de que as pessoas precisam sim denunciar os agressores de abuso sexual contra crianças e adolescentes. E o crime, na maioria das vezes, é praticado pelos próprios pais, avós, padrastos, pessoas do ambiente familiar…
Este episódio da campanha “Defenda-se” ajuda crianças e adolescentes a identificarem o abuso sexual e a buscar estratégias para se protegerem e buscar ajuda contra violências.
A sociedade tem sido a cada dia mais cega quando se diz respeito aos direitos humanos. Crianças e adolescentes têm seus direitos e deveres, assim como define o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente). Da mesma forma com têm seus deveres, também têm os direitos que, na maioria das vezes, são mal vistos, fazendo com que a criança e o adolescente perca seu direito à voz ativa.
Se pararmos e pesquisarmos, veremos o quanto o número de denúncias caiu de abril a junho. A princípio, a redução pode parecer boa notícia, “mas ela mascara uma realidade complexa: com a pandemia do novo coronavírus e o isolamento social que vivemos, os números menores refletem subnotificação. Em casa com seus agressores e sem a vigilância de professores da escola ou de parentes, amigos ou conhecidos, os menores não têm como ser ajudados”, aponta uma reportagem no site Universa – que integra os conteúdos do portal UOL.
Concluo esse artigo dizendo: denuncie! Não se cale! Abuso sexual é crime.
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Artigo escrito por Marcos Vinícius Soares da Costa
Marcos tem 18 anos e é estudante do Ensino Médio na cidade de Goiânia (GO). Acompanha atividades do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Atua como representante do estado de Goiás no CPA (Comitê de Participação de Adolescentes) do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), tendo sido indicado pelo CMDCA de Anápolis (GO) em 2017. Já participou de diversas conferências, reuniões na sua cidade e até mesmo em outros Estados, atuando na defesa de causas como a promoção dos direitos de crianças e adolescentes, sobretudo do direito à participação social.
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