Pesquisa escancara toda a treta que a violência por armas de fogo gera pra quem tá dentro da escola

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Já se imaginou colocando seu uniforme, arrumando os materiais na mochila, indo pra escola e nunca mais voltar pra casa e pra família? Com a estudante adolescente Maria Eduarda, de 13 anos, foi mais ou menos assim. O motivo é o que causa mais revolta: tiro de arma de fogo. A garota foi atingida dentro da Escola Municipal Jornalista Daniel Piza, em Fazenda Botafogo, na região da zona norte do Rio de Janeiro (RJ). No momento dos disparos, um grupo de estudantes treinavam vôlei e basquete na quadra da escola.

Maria Eduarda Alves Ferreira

O mais triste é perceber que essa realidade de tiroteios perto de escolas, local que concentra diariamente uma quantidade considerável de crianças e adolescentes, não é uma exceção. Essa é uma das questões que podem ser verificadas nos resultados da pesquisa ‘Educação em Alvo: os efeitos da violência armada em sala de aula’, lançada no final do mês de Julho pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Dentre outras coisas, a pesquisa indica que entre julho do ano passado e julho deste ano, a capital do Rio de Janeiro registrou 3.829 tiroteios. ‘Os bairros de Costa Barros, Acari e Cidade de Deus são os que concentram maior número de escolas municipais, estaduais e creches expostas à violência armada’, informa a página da DAPP – Diretoria de Análise de Políticas Públicas, da FGV, que reúne parte das informações levantadas, bem como exibe os mapas informativos e o download da íntegra do estudo, em formato PDF.

Para baixar o estudo agora, clique na imagem abaixo.

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